A Educação de Pequena Árvore (The Education of Little Tree)

 

 

Direção: Richard Friedenberg
Ano: 1997

O filme A Educação de Pequena Árvore traz uma situação fronteiriça entre duas culturas a indígena e a do branco, a personagem Pequena Árvore, menino mestiço, descendente das duas etnias com culturas e idiomas diferentes. O menino vai morar com seus avós depois da morte de seus pais, então começa sua educação dentro dos conceitos da cultura indígena perpetuados oralmente de geração em geração. Seu avô branco casado com sua avó que é índia demonstra uma voluntária aceitação dos valores indígenas, porém sem uma mudança radical, pois ainda guarda muito dos hábitos da sua cultura.  Algum tempo depois os avós perdem a sua guarda de Pequena Árvore e ele é obrigado a ir para uma escola de meninos mestiços. Uma escola com a função de “educar” a todo custo os índios para sua integração na cultura dominante, eles são marginalizados, pois apesar de passarem pela escolarização do branco, nunca serão considerados socialmente em igualdade de condições.

A forma de ser, de agir e de falar do menino não é aceita e logo passa a receber castigos para obrigar a sua transformação num menino inserido na cultura do branco. Pequena Árvore se sente a vontade dentro da cultura de seus antepassados indígenas que aprende a respeitar, e por esta razão foge da escola repressora para a liberdade de ser dentro da cultura que foi criado.

O idioma é utilizado para a composição de uma identidade nacional e os governos utilizam a escola como instrumento de universalização do pensamento dominante em detrimento de outros constitutivos do povo. Não existe um povo que seja homogêneo, ele é composto por múltiplos grupos com suas culturas, raízes e dialetos, e a imposição de um determinado idioma acaba por realçar as fronteiras culturais com aqueles que conseguem manter alguma resistência à colonização.

Esta situação pode favorecer o surgimento de vários problemas, como o de aprendizagem ou de identidade, entre outros.  O que fazer para eliminar ou minimizar esta situação? É possível a escola compreender a diversidade e proporcionar uma educação diferenciada?

Anúncios

Um time especial (A Mile In His Shoes-Baseado no livro “ The legend of Mickey Tussler)

Direção: William Dear

Ano: 2011

Tudo começa com a cobrança do diretor do “River Rats”,Warren, quanto aos resultados da Liga Juvenil de Beisebol localizada em Ohio (EUA). Mesmo com todos os esforços, o técnico Arthur Murph, diz que não pode fazer além, a não ser que pudesse jogar por eles.

Warren, ansioso por resultados, dá uma semana de folga a Murphy, e lhe indica um jovem que seria um aspirante a jogador, que mora em uma propriedade rural em Bargesville (estado de Indiana,EUA). Esse jovem se chama Michael James Tusller (Mike).

Murph, ao chegar ao local, faz de conta que seu carro quebrou. É quando encontra Mike e lhe pede para usar o telefone. O rapaz convida-o a entrar em casa,mas o pai mostra-se arredio e com uma cara de poucos amigos demonstrando que a família não costuma receber visitas. Ele chama a esposa que é mais sociável e esta lhe convida a entrar para fazer a ligação. O técnico finge estar impressionado com a habilidade dos braços do jovem ao vê-lo lançar as maçãs aos porcos para alimentá-los, e parabeniza o pai: “Seu filho é um cara especial”.

O pai já na defensiva responde que ele tem “Síndrome de Aspenger”. Porém o técnico ao dizer que Mike é especial não se referiu a esta síndrome, mas sim à grande habilidade com os braços, típico que quem joga beisebol, e o convida a ser jogador profissional dos “Rats”. O rapaz gosta da ideia e a mãe aprova, mas o pai contra-argumenta que Mike nunca saiu de casa, e por isso, não seria bom.

O filme nos permite várias discussões como inclusão, mas a que trago a vocês, é a questão da superação dos limites por meios dos jogos, do esporte. Como discutimos na disciplina “EP 473 B- Escola e Cultura Matemática”, os jogos são importantes, além de serem uma boa ferramenta de ensino da Matemática, para além dos exercícios de livros didáticos, pois permite a experimentação da matemática. 

Hannah Arendt (2013)

Filme: Hannah Arendt

Ano: 2013

Direção: Margarethe von Trotta

Estamos prestes a começar a escrever nossos TCCs.

Por isso, achei o filme da Hannah Arendt muito interessante para nos ajudar a pensar como ela construiu suas teorias no decorrer de sua vida:

Como os acontecimentos que ela vivenciava a impactavam e a moviam para a reflexão e a construção de suas teorias?

Estudamos nas nossas disciplinas de Filosofia da Educação as teorias de Hannah Arendt, uma das mais importantes filósofas do século XX.

O filme, no entanto, nos mostra como as experiências de sua vida pessoal a levaram a escrever suas ricas teorias.

Por ser judia, Hannah Arendt fugiu da Alemanha Nazi em 1933 e se refugiou nos Estados Unidos com seu marido Heinrich.

Seu grande desconforto começou em 1961 com o julgamento de Eichmann em Israel.

Eichmann era um tenente coronel da SS que foi responsabilizado pela logística do extermínio de milhões de pessoas no final da Segunda Guerra Mundial, organizando a identificação e o transporte de pessoas para os diferentes campos de concentração.

Como era jornalista, Arendt foi cobrir o julgamento para o jornal americano The New Yorker e ficou perplexa, pois esperava que Eichmann fosse um monstro e, na verdade, achou que ele era uma “pessoa normal”. Com essa experiência, concluiu que a trivialização da violência corresponde ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.

Para quem quer conhecer melhor a história dessa filósofa e como a relação entra teoria e prática se deu em sua vida, esse filme é uma ótima pedida!!

E você? Como a sua vida pessoal se relaciona com seu trabalho como pesquisadora?

À Procura da Felicidade

O filme À Procura da Felicidade, que conta a história de Chris Gardner, é simplesmente imperdível. Percebe-se sua aplicação direta na educação, pela mensagem que transmite, que pode ser utilizada na formação de um caráter forte, com independência, auto estima e auto confiança.

Trata-se de um homem obstinado que luta para sobreviver e sustentar seu filho mesmo sob as mais árduas circunstâncias, sem que isso o faça ignorar os principais valores nem perder as esperanças. Gardner encontra-se nas mais desesperadas situações, sob constante pressão financeira, chegando a dormir no banheiro de uma estação de metrô e depois em abrigos. Nessa jornada angustiante, ainda é abandonado pela mulher, tendo que criar o filho sozinho. Mas nada disso o impede de manter o carinho e passar valiosas lições para seu filho, que depositara total confiança no pai. Os obstáculos parecem intransponíveis, mas a força de vontade de Gardner é ainda maior. Durante esta fase dramática de baixa, percebe-se que Gardner, em momento algum, abandona o pensamento em sua família, ou seus valores. Assim como seu filho não perde a confiança por nenhum instante, e essa reciprocidade formará a base para que possam se reerguer.
Em uma determinada cena do filme, quando Gardner jogava basquete com seu filho, uma preciosa lição de vida foi passada aos espectadores. O próprio pai fala para o filho desistir do sonho de ser um campeão algum dia, e ao perceber o desânimo do garoto, lhe dá uma bronca, explicando que ele não deve jamais deixar outros – inclusive o próprio pai – colocá-lo para baixo, repetir que ele não é capaz de algo. A inveja faz com que outros tentem diminuir as habilidades alheias, desestimulando qualquer um que pareça um pouco mais capaz em determinada tarefa. O pai afirma então que o filho nunca deve ligar para isso, para o que os outros falam dele, e que nada deverá ficar entre seus sonhos e a realização deles. Proteja seus sonhos sempre! A responsabilidade é individual, e isso vale ainda mais em um país onde muitos esperam passivamente soluções milagrosas através do governo.

A postura do próprio Chris Gardner enfatiza esse abismo que separa os eternos fracassados daqueles que chegam ao sucesso. Logo no começo do filme, Gardner avista um indivíduo saindo de uma Ferrari em frente a um prédio comercial. Todos à sua volta pareciam felizes. Ele pergunta ao desconhecido o que ele fazia para poder ter aquilo, e a resposta muda sua vida. O homem diz que era corretor de ações, e que para tanto bastava ser bom com números e com pessoas. Gardner coloca na sua mente então que chegará lá um dia, e parte para um processo obstinado de tentativa, superando os mais absurdos obstáculos. O grande diferencial que vejo é o fato dele olhar o sucesso alheio e admirá-lo, querendo buscar para si algo semelhante. Isso é oposto ao que vemos, infelizmente com boa freqüência, em pessoas invejando o sucesso alheio, e querendo destruí-lo ao invés de lutar para subir na vida por conta própria.

A aplicação do filme à educação de uma criança ou jovem, ou mesmo de um educador, é direta em diversos fatores:

  1. A vitória é sempre possível, mesmo que não pareça a um primeiro momento, mesmo com todas as adversidades, mesmo contra tudo e todos;
  2. A opinião mais forte sobre suas convicções deve vir de você. Acredite, e fará acontecer!
  3. Não desista de seus sonhos, e nem abra mão de seus ideais para alcança-los.
  4. Ser bem sucedido não é fácil, pode exigir muito esforço e dedicação.

Enfim, o filme pode ser usado para se educar pessoas com mais auto confiança, decididas, empenhadas, que valorizam o trabalho e vitoriosas.

Vale a pena dar uma conferida, com certeza!