O Discurso do Rei

Filme: O Discurso do Rei

Direção:Tom Hooper

Ano:2010

Como agir diante de gagueira? Se você já passou experiência de conversar com uma pessoa que gaguejava e não soube exatamente como se comportar, você deve ver o filme: O Discurso do Rei

É um filme lindo! Conta a história de George, que era gago desde a infância, mas esse problema se tornou um gigante, pois George pertencia a realeza e precisava fazer discursos com frequência. Ele havia passado por vários médicos, mas nada havia resolvido sua gagueira. O problema de George ficou ainda pior quando seu irmão abdicou o posto de rei, e George se viu obrigado a assumir o posto. Mas, felizmente, a história de George começou a mudar quando sua esposa o levou a um terapeuta. Este usava métodos diferentes do tradicional, por isso, no início, George se desanimou. Mas, o terapeuta se colocou na mesma posição que George, e o ajudou como terapeuta, psicólogo e amigo. As terapias desenvolvidas ajudaram George a adquirir autoconfiança para cumprir os maiores desafios da sua vida. O filme encerra com o discurso de George, que é emocionante! Se você deseja saber um pouco mais sobre gagueira, e/ou se deseja trabalhar a autoconfiança, este é um ótimo filme. Fica a dica!

O que Traz Boas Novas

O que Traz Boas Novas (Monsieur Lahzar)

Direção: Philippe Falardeau  Ano: 2011

Nomeado ao Oscar para Melhor Filme Estrangeiro pelo Canadá, O que Traz Boas Novas transborda delicadeza e, ao mesmo tempo, reúne em si duas temáticas paradoxais para a sociedade contemporânea: a morte e a infância.

Numa escola primária de Montreal, uma professora, Martine, aparece morta de modo inesperado e em plena sala de aula. Dadas às circunstâncias, ninguém quer substituir a mestra. Bachir Lazhar, um imigrante argelino, surge em boa hora e aceita ser professor da sala que era de Martine. Enquanto tenta ajudar os alunos a lidar com a dor, precisa também se ajudar, sua dor também é profunda.

Duas histórias distintas unem-se na mesma pessoa – Lazhar – para retratar a dor que se sente quando se lida com a morte. Neste caso temos, por um lado Lazhar, que perdeu entes queridos, e a turma da professora suicida, composta por crianças que revelam a normal dificuldade em lidar com a morte.

Como vivenciamos também esta dificuldade na nossa prática, já que não somos formadas para lidar com o tema morte, como abordar este tema? Como, nós, professores do ensino fundamental, podemos trabalhar com o conceito de morte, na sala de aula? Como se comportar quando a morte, direta ou indiretamente, se faz presente no nosso cotidiano profissional?

Um material didático-pedagógico interessante sobre o tema, e que nos ajuda a refletir sobre as questões levantadas, é o da Kovács (2003b) o “Falando de Morte”, que é direcionado a diversos segmentos sociais e faixas etárias e tem como objetivo principal sensibilizar a comunicação sobre o tema da morte. Foi criado pelo Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM), instituição que fornece assessorias, gravações e publicações nessa área. O propósito maior da autora é implementar uma educação para a morte, instrumentalizando, didática e pedagogicamente, profissionais da saúde e educação.

Espero que este filme e a bibliografia sugerida ajudem no trabalho com o tema morte.

E, Caso vocês queiram contar alguma situação de sala de aula sobre essa temática, também será bem vinda.

Referência bibliográfica:

KOVÁCS, Maria Júlia. Educação para a morte: temas e reflexões. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003a.