O Leitor – The Reader

“O Leitor – The Reader “

Filme teuto-americano de 2008

Gênero drama, direção de Stephen Daldry e baseado no romance Der Vorleser do escritor alemão Bernhard Schlink. Roteirista: David Hare.  Atores  principais: Kate Winslet e Ralph Fiennes.

O filme é uma narrativa das memórias de um advogado sobre a história de Hanna Schmitz, uma mulher alemã, analfabeta e como esta situação marca de forma determinante a sua trajetória de vida. Este filme traz a oportunidade de reflexão sobre a importância que as sociedades dão ao letramento como um marco de posicionamento dentro das relações sociais, e como aqueles que não têm acesso são marginalizados. Para Hanna que vivia na Alemanha, em plena época do nazismo, uma sociedade que se sentia superior às demais, uma pessoa na sua condição era inadmissível. Vale conferir e levantar outras discussões sobre o filme e relaciona-las com a educação.

Endereço do vídeo com um trecho do filme

http://www.youtube.com/watch?v=f5hLug1szlw

 

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O Discurso do Rei

Filme: O Discurso do Rei

Direção:Tom Hooper

Ano:2010

Como agir diante de gagueira? Se você já passou experiência de conversar com uma pessoa que gaguejava e não soube exatamente como se comportar, você deve ver o filme: O Discurso do Rei

É um filme lindo! Conta a história de George, que era gago desde a infância, mas esse problema se tornou um gigante, pois George pertencia a realeza e precisava fazer discursos com frequência. Ele havia passado por vários médicos, mas nada havia resolvido sua gagueira. O problema de George ficou ainda pior quando seu irmão abdicou o posto de rei, e George se viu obrigado a assumir o posto. Mas, felizmente, a história de George começou a mudar quando sua esposa o levou a um terapeuta. Este usava métodos diferentes do tradicional, por isso, no início, George se desanimou. Mas, o terapeuta se colocou na mesma posição que George, e o ajudou como terapeuta, psicólogo e amigo. As terapias desenvolvidas ajudaram George a adquirir autoconfiança para cumprir os maiores desafios da sua vida. O filme encerra com o discurso de George, que é emocionante! Se você deseja saber um pouco mais sobre gagueira, e/ou se deseja trabalhar a autoconfiança, este é um ótimo filme. Fica a dica!

O que Traz Boas Novas

O que Traz Boas Novas (Monsieur Lahzar)

Direção: Philippe Falardeau  Ano: 2011

Nomeado ao Oscar para Melhor Filme Estrangeiro pelo Canadá, O que Traz Boas Novas transborda delicadeza e, ao mesmo tempo, reúne em si duas temáticas paradoxais para a sociedade contemporânea: a morte e a infância.

Numa escola primária de Montreal, uma professora, Martine, aparece morta de modo inesperado e em plena sala de aula. Dadas às circunstâncias, ninguém quer substituir a mestra. Bachir Lazhar, um imigrante argelino, surge em boa hora e aceita ser professor da sala que era de Martine. Enquanto tenta ajudar os alunos a lidar com a dor, precisa também se ajudar, sua dor também é profunda.

Duas histórias distintas unem-se na mesma pessoa – Lazhar – para retratar a dor que se sente quando se lida com a morte. Neste caso temos, por um lado Lazhar, que perdeu entes queridos, e a turma da professora suicida, composta por crianças que revelam a normal dificuldade em lidar com a morte.

Como vivenciamos também esta dificuldade na nossa prática, já que não somos formadas para lidar com o tema morte, como abordar este tema? Como, nós, professores do ensino fundamental, podemos trabalhar com o conceito de morte, na sala de aula? Como se comportar quando a morte, direta ou indiretamente, se faz presente no nosso cotidiano profissional?

Um material didático-pedagógico interessante sobre o tema, e que nos ajuda a refletir sobre as questões levantadas, é o da Kovács (2003b) o “Falando de Morte”, que é direcionado a diversos segmentos sociais e faixas etárias e tem como objetivo principal sensibilizar a comunicação sobre o tema da morte. Foi criado pelo Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM), instituição que fornece assessorias, gravações e publicações nessa área. O propósito maior da autora é implementar uma educação para a morte, instrumentalizando, didática e pedagogicamente, profissionais da saúde e educação.

Espero que este filme e a bibliografia sugerida ajudem no trabalho com o tema morte.

E, Caso vocês queiram contar alguma situação de sala de aula sobre essa temática, também será bem vinda.

Referência bibliográfica:

KOVÁCS, Maria Júlia. Educação para a morte: temas e reflexões. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003a.

A Educação de Pequena Árvore (The Education of Little Tree)

 

 

Direção: Richard Friedenberg
Ano: 1997

O filme A Educação de Pequena Árvore traz uma situação fronteiriça entre duas culturas a indígena e a do branco, a personagem Pequena Árvore, menino mestiço, descendente das duas etnias com culturas e idiomas diferentes. O menino vai morar com seus avós depois da morte de seus pais, então começa sua educação dentro dos conceitos da cultura indígena perpetuados oralmente de geração em geração. Seu avô branco casado com sua avó que é índia demonstra uma voluntária aceitação dos valores indígenas, porém sem uma mudança radical, pois ainda guarda muito dos hábitos da sua cultura.  Algum tempo depois os avós perdem a sua guarda de Pequena Árvore e ele é obrigado a ir para uma escola de meninos mestiços. Uma escola com a função de “educar” a todo custo os índios para sua integração na cultura dominante, eles são marginalizados, pois apesar de passarem pela escolarização do branco, nunca serão considerados socialmente em igualdade de condições.

A forma de ser, de agir e de falar do menino não é aceita e logo passa a receber castigos para obrigar a sua transformação num menino inserido na cultura do branco. Pequena Árvore se sente a vontade dentro da cultura de seus antepassados indígenas que aprende a respeitar, e por esta razão foge da escola repressora para a liberdade de ser dentro da cultura que foi criado.

O idioma é utilizado para a composição de uma identidade nacional e os governos utilizam a escola como instrumento de universalização do pensamento dominante em detrimento de outros constitutivos do povo. Não existe um povo que seja homogêneo, ele é composto por múltiplos grupos com suas culturas, raízes e dialetos, e a imposição de um determinado idioma acaba por realçar as fronteiras culturais com aqueles que conseguem manter alguma resistência à colonização.

Esta situação pode favorecer o surgimento de vários problemas, como o de aprendizagem ou de identidade, entre outros.  O que fazer para eliminar ou minimizar esta situação? É possível a escola compreender a diversidade e proporcionar uma educação diferenciada?

Um time especial (A Mile In His Shoes-Baseado no livro “ The legend of Mickey Tussler)

Direção: William Dear

Ano: 2011

Tudo começa com a cobrança do diretor do “River Rats”,Warren, quanto aos resultados da Liga Juvenil de Beisebol localizada em Ohio (EUA). Mesmo com todos os esforços, o técnico Arthur Murph, diz que não pode fazer além, a não ser que pudesse jogar por eles.

Warren, ansioso por resultados, dá uma semana de folga a Murphy, e lhe indica um jovem que seria um aspirante a jogador, que mora em uma propriedade rural em Bargesville (estado de Indiana,EUA). Esse jovem se chama Michael James Tusller (Mike).

Murph, ao chegar ao local, faz de conta que seu carro quebrou. É quando encontra Mike e lhe pede para usar o telefone. O rapaz convida-o a entrar em casa,mas o pai mostra-se arredio e com uma cara de poucos amigos demonstrando que a família não costuma receber visitas. Ele chama a esposa que é mais sociável e esta lhe convida a entrar para fazer a ligação. O técnico finge estar impressionado com a habilidade dos braços do jovem ao vê-lo lançar as maçãs aos porcos para alimentá-los, e parabeniza o pai: “Seu filho é um cara especial”.

O pai já na defensiva responde que ele tem “Síndrome de Aspenger”. Porém o técnico ao dizer que Mike é especial não se referiu a esta síndrome, mas sim à grande habilidade com os braços, típico que quem joga beisebol, e o convida a ser jogador profissional dos “Rats”. O rapaz gosta da ideia e a mãe aprova, mas o pai contra-argumenta que Mike nunca saiu de casa, e por isso, não seria bom.

O filme nos permite várias discussões como inclusão, mas a que trago a vocês, é a questão da superação dos limites por meios dos jogos, do esporte. Como discutimos na disciplina “EP 473 B- Escola e Cultura Matemática”, os jogos são importantes, além de serem uma boa ferramenta de ensino da Matemática, para além dos exercícios de livros didáticos, pois permite a experimentação da matemática. 

Hannah Arendt (2013)

Filme: Hannah Arendt

Ano: 2013

Direção: Margarethe von Trotta

Estamos prestes a começar a escrever nossos TCCs.

Por isso, achei o filme da Hannah Arendt muito interessante para nos ajudar a pensar como ela construiu suas teorias no decorrer de sua vida:

Como os acontecimentos que ela vivenciava a impactavam e a moviam para a reflexão e a construção de suas teorias?

Estudamos nas nossas disciplinas de Filosofia da Educação as teorias de Hannah Arendt, uma das mais importantes filósofas do século XX.

O filme, no entanto, nos mostra como as experiências de sua vida pessoal a levaram a escrever suas ricas teorias.

Por ser judia, Hannah Arendt fugiu da Alemanha Nazi em 1933 e se refugiou nos Estados Unidos com seu marido Heinrich.

Seu grande desconforto começou em 1961 com o julgamento de Eichmann em Israel.

Eichmann era um tenente coronel da SS que foi responsabilizado pela logística do extermínio de milhões de pessoas no final da Segunda Guerra Mundial, organizando a identificação e o transporte de pessoas para os diferentes campos de concentração.

Como era jornalista, Arendt foi cobrir o julgamento para o jornal americano The New Yorker e ficou perplexa, pois esperava que Eichmann fosse um monstro e, na verdade, achou que ele era uma “pessoa normal”. Com essa experiência, concluiu que a trivialização da violência corresponde ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.

Para quem quer conhecer melhor a história dessa filósofa e como a relação entra teoria e prática se deu em sua vida, esse filme é uma ótima pedida!!

E você? Como a sua vida pessoal se relaciona com seu trabalho como pesquisadora?

À Procura da Felicidade

O filme À Procura da Felicidade, que conta a história de Chris Gardner, é simplesmente imperdível. Percebe-se sua aplicação direta na educação, pela mensagem que transmite, que pode ser utilizada na formação de um caráter forte, com independência, auto estima e auto confiança.

Trata-se de um homem obstinado que luta para sobreviver e sustentar seu filho mesmo sob as mais árduas circunstâncias, sem que isso o faça ignorar os principais valores nem perder as esperanças. Gardner encontra-se nas mais desesperadas situações, sob constante pressão financeira, chegando a dormir no banheiro de uma estação de metrô e depois em abrigos. Nessa jornada angustiante, ainda é abandonado pela mulher, tendo que criar o filho sozinho. Mas nada disso o impede de manter o carinho e passar valiosas lições para seu filho, que depositara total confiança no pai. Os obstáculos parecem intransponíveis, mas a força de vontade de Gardner é ainda maior. Durante esta fase dramática de baixa, percebe-se que Gardner, em momento algum, abandona o pensamento em sua família, ou seus valores. Assim como seu filho não perde a confiança por nenhum instante, e essa reciprocidade formará a base para que possam se reerguer.
Em uma determinada cena do filme, quando Gardner jogava basquete com seu filho, uma preciosa lição de vida foi passada aos espectadores. O próprio pai fala para o filho desistir do sonho de ser um campeão algum dia, e ao perceber o desânimo do garoto, lhe dá uma bronca, explicando que ele não deve jamais deixar outros – inclusive o próprio pai – colocá-lo para baixo, repetir que ele não é capaz de algo. A inveja faz com que outros tentem diminuir as habilidades alheias, desestimulando qualquer um que pareça um pouco mais capaz em determinada tarefa. O pai afirma então que o filho nunca deve ligar para isso, para o que os outros falam dele, e que nada deverá ficar entre seus sonhos e a realização deles. Proteja seus sonhos sempre! A responsabilidade é individual, e isso vale ainda mais em um país onde muitos esperam passivamente soluções milagrosas através do governo.

A postura do próprio Chris Gardner enfatiza esse abismo que separa os eternos fracassados daqueles que chegam ao sucesso. Logo no começo do filme, Gardner avista um indivíduo saindo de uma Ferrari em frente a um prédio comercial. Todos à sua volta pareciam felizes. Ele pergunta ao desconhecido o que ele fazia para poder ter aquilo, e a resposta muda sua vida. O homem diz que era corretor de ações, e que para tanto bastava ser bom com números e com pessoas. Gardner coloca na sua mente então que chegará lá um dia, e parte para um processo obstinado de tentativa, superando os mais absurdos obstáculos. O grande diferencial que vejo é o fato dele olhar o sucesso alheio e admirá-lo, querendo buscar para si algo semelhante. Isso é oposto ao que vemos, infelizmente com boa freqüência, em pessoas invejando o sucesso alheio, e querendo destruí-lo ao invés de lutar para subir na vida por conta própria.

A aplicação do filme à educação de uma criança ou jovem, ou mesmo de um educador, é direta em diversos fatores:

  1. A vitória é sempre possível, mesmo que não pareça a um primeiro momento, mesmo com todas as adversidades, mesmo contra tudo e todos;
  2. A opinião mais forte sobre suas convicções deve vir de você. Acredite, e fará acontecer!
  3. Não desista de seus sonhos, e nem abra mão de seus ideais para alcança-los.
  4. Ser bem sucedido não é fácil, pode exigir muito esforço e dedicação.

Enfim, o filme pode ser usado para se educar pessoas com mais auto confiança, decididas, empenhadas, que valorizam o trabalho e vitoriosas.

Vale a pena dar uma conferida, com certeza!